Design contra o fascismo
O que o design pode fazer diante do fascismo, das ditaduras e do avanço da extrema direita? A história mostra que bastante coisa.
O que o design pode fazer diante do fascismo, das ditaduras e do avanço da extrema direita? A história mostra que bastante coisa.
Design e arte têm muito em comum. Trabalham com forma, cor, composição, imagem, matéria e significado. Compartilham repertórios, ferramentas e, muitas vezes, as mesmas pessoas. Mas não são a mesma coisa.
Quem trabalha com design há algum tempo sabe que as ferramentas mudam, mas o projeto continua precisando passar por algumas etapas até chegar a um bom resultado.
Quando contamos que estávamos vendendo e doando boa parte dos quase 800 livros da biblioteca da Refinaria, muita gente nos perguntou a mesma coisa: mas por quê? A resposta curta era que precisávamos de espaço. A resposta longa é bem mais interessante.
As cores acompanham praticamente todos os pontos de contato entre uma organização e seu público. Estão nas apresentações institucionais, nos relatórios anuais, nos websites, nas redes sociais, na sinalização e nos materiais impressos. Com o tempo, tornam-se um dos elementos mais facilmente reconhecidos de uma marca.
Você passou horas refinando o prompt. Testou dezenas de variações. Ficou satisfeito com o resultado. E quando enviou o arquivo para a gráfica, veio a resposta que ninguém quer receber: “esse arquivo não serve para impressão.”
Recentemente, a atriz Luana Piovani fez uma chamada nas redes sociais pedindo que designers enviassem propostas para o convite do seu aniversário. Ela deixou claro que pagaria pelo trabalho, e esse detalhe foi suficiente para gerar uma onda de entusiasmo entre profissionais da área. Afinal, uma famosa que remunera? Já é mais do que muita gente oferece.
Quando começamos a experimentar ferramentas de IA na Refinaria Design, nossa primeira reação foi um misto de fascinação e um leve pânico existencial.
Contratar serviços de design gráfico no setor público nem sempre é uma tarefa simples.
O que esperamos que as pessoas entendam é que um bom projeto de design pensa em todas as etapas, desde a criação até a entrega do produto final com um único objetivo: reduzir impactos (financeiros, ambientais e de prazos).
Por uma defasagem histórica que tem raízes culturais e econômicas, o design no Brasil por muito tempo foi subestimado como oportunidade estratégica. Mas as empresas estão descobrindo como incorporá-lo às suas estruturas fazendo uso de sua potencialidade como ferramenta para melhorar sistemas e performances.
Sempre nos chamou a atenção o fato de um mesmo serviço de design ser conhecido por nomes diferentes. Estão sempre surgindo novos termos para confundir um pouco mais.