Uma palavra, muitas confusões: descubra por que design, designer e Desenho Industrial vivem embaralhando tanta gente.
Há quem diga desing.
Tem quem jure que é dezain.
Já ouvimos desiner,
designer gráfico,
designer de design…
E, acredite, até “fazedor de desenhos”.
No começo a gente corrigia.
Hoje a gente só ri.
Porque, no fim, o importante é entender o que existe por trás do nome.
Vamos organizar essa bagunça!
Design é a atividade.
É o processo de pensar, planejar, resolver problemas e comunicar ideias.
Designer é a pessoa.
Quem faz design.
Até aí, parece simples, mas aí vem a primeira pegadinha: muitos designers se formaram em Desenho Industrial.
“Então vocês desenham fábricas?”
Não.
O nome surgiu quando a profissão estava muito ligada à indústria e ao desenvolvimento de produtos. Hoje, muitas universidades já adotaram simplesmente Design, enquanto outras oferecem cursos como Design Gráfico, Design de Produto, Design Digital, Design de Interiores e vários outros.
Resumindo:
Você pode estudar Design.
Pode ter estudado Desenho Industrial.
Mas continua sendo designer.
Já desing…
Esse existe apenas no reino da tecla apressada e do corretor automático.
Tem também o famoso dezain, que parece nome de banda, e o clássico desiner, onde o “g” resolveu tirar férias.
A verdade é que essa confusão acontece porque a palavra veio do inglês e acabou entrando de vez no nosso vocabulário.
Mas, escreva como escrever, uma coisa não muda:
Design não é enfeite.
É estratégia. É identidade. É informação organizada. É experiência. É comunicação.
Então fica nosso combinado:
Se for a atividade, escreva design.
Se for a profissão, escreva designer.
E, se escapar um “desing” no e-mail, tudo bem. Acontece.
Só não vale pedir um “designer de desing”.
Porque aí nem o corretor automático consegue ajudar. 🙂