Nossa Casa

Our house is a very, very, very fine house
with two cats in the yard
Life used to be so hard
Now everything is easy ‘cause of you
Our house
Crosby, Stills, Nash & Young

Our house, música de Crosby, Stills, Nash & Young, fala de um lar acolhedor e agradável, onde a gente tem vontade de ficar e aproveitar o ambiente caloroso daquele espaço. Um site deve ser assim, mas também deve ser intuitivo e estar alinhado aos propósitos da empresa.

Do ponto de vista estratégico, se o cliente tinha dúvidas a respeito da importância de ter um site, nosso post “Site para que te quero” deve ter ajudado a dispersá-las. No entanto, evidentemente, não basta uma URL (o endereço na rede) ativa para que o site – ou qualquer outra iniciativa de design digital – contribua para o seu negócio. É preciso que ele reflita a personalidade e os objetivos daquela empresa. Como salientado no post, a Refinaria tem uma abordagem própria de como extrair o briefing do cliente, de forma personalizada e específica para cada um. Afinal, cada empresa tem um perfil e — acima de tudo — as pessoas que a gerenciam também.

Se o briefing pode ser visto como a planta baixa do site, o conteúdo é a matéria-prima. São o cimento, os tijolos e as telhas com os quais vamos erigir nossa casa. É nossa tarefa dar forma a esse conteúdo para que a construção seja funcional e, acima de tudo, nos traga prazer ao explorá-la.

Porém, o que é um edifício bacana se o usuário não consegue encontrá-lo? Ou ainda: se não contempla as pessoas com necessidades especiais? É nesse ponto que a presença do desenvolvedor de interfaces digitais (o front-end developer) se torna vital para o projeto.

Na rede mundial de computadores, ter um site não é garantia de acesso do consumidor. Para tal, as ferramentas de busca funcionam como um cão guia. Afinal, ao código binário das linguagens de máquinas, todos nós somos deficientes visuais, incapazes de discernir a informação à nossa vista. É tarefa do desenvolvedor facilitar o acesso do algoritmo das ferramentas de busca à nossa casa.

Uma vez encontrado, o layout do site tem a missão de projetar uma experiência agradável ao usuário, levando em conta, de um lado, a personalidade e os objetivos da empresa e, de outro, a usabilidade. Para receber o usuário em nossa casa, é fundamental que a gente deixe tudo limpo e organizado, para que ele, quando desejar ir à cozinha pegar um copo d’água, não acabe dentro da casinha do cachorro.

Contudo, existem aqueles para quem o design desenvolvido com tanto cuidado não passa de um borrão indefinido, ou às vezes nem isso. A esses também precisamos receber bem, nossa casa tem que estar aberta a todos! A acessibilidade é fundamental também no mundo virtual. Mais uma vez, entra em cena o desenvolvedor, esse mestre de obras da nossa construção. A boa notícia é que, assim como algumas das pessoas com necessidades especiais, os robôs que disparam os algoritmos das ferramentas de busca também são cegos. Ou seja, desenvolvendo um site com acessibilidade correta, também estamos favorecendo uma boa pontuação em SEO!

* Formado em Design pela PUC, com pós-graduação em Design Estratégico pela ESPM e mestrado em curso pela ESDI, Rafael Ortman acompanhou toda a evolução da internet, sendo especialista em desenvolvimento de interfaces eletrônicas.
É também nerd confesso e músico por paixão.

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